Intercâmbio com o colombiano Jorge Blandón, Corporación Cultural Nuestra Gente

Jorge Blandón

Foi com muita alegria e admiração, que recebemos em nossa casa, o diretor colombiano, Jorge Blandón.

Desde maio de 2013 estávamos aguardando, ansiosos, por este momento de troca, que mais uma vez foi possível, por estarmos articulados com outros coletivos teatrais.

Abaixo, anotações gerais feitas durante a troca:

” Teatro do absurdo (europeu): Samuel Becker – esperando godot, 1° amor

Ionesco – Delírio a dois. Soldado entra com uma pepsi, pequeno oásis. Obra boa para improvisar, criar. Tem a ver com a guerra.

Há um teatro do absurdo latino americano: que representantes tem?

Exercício da sombra. Uma parte sentada vendo o que os outros projetavam.

Platão – mundo das percepções e o mundo real/razão. Mito da caverna. Sombras projetadas (como a TV hoje!).

Imaginário sobre a guerra. EUA vigiando o mundo. Pensar em Cuba – primeiro lugar onde os espanhóis chegam e invadem. Esse momento é uma guerra aberta com a europa. EUA logo se interessam pela ilha por estar próxima a Miami. Haviam descoberto o “paraíso”. Presidente Batista. Revolução Cubana – apoiada pela União Soviética / Rússia. Depois, China e Venezuela apóiam com carro e petróleo.

Mageutica e socrático – conversa, palavra e diálogo – dimensão do nosso trabalho.

“parteiro de alma” – dimensão do teatro. Relação com a sociedade.

O mito, a representação e o simbólico: mito – do que queremos falar, o que queremos fazer, interrogar. Representação dá foco para isso. O simbólico que relações estabelecemos (ex do sol como o bem). Que sol queremos ser?

Livro sagrado dos maias, popoubur. Guerrras sempre existiram na história da humanidade. Filme A Guerra do Fogo materializa a conquista pelo poder. Ferramenta estratégica.

Mapa Parlante. Lugares de segurança, insegurança, alegria, paz, etc…

Campo de concentração moderno. Mapa de exclusão social. O bairro é facilmente fechado, controlado socialmente. Ver Maras – guatemala, méxico, el salvador. Território de exclusão – pensar no espetáculo esse espaço.

Palmares – Aqui nosso inimigo é invisível. Engenheiros do hawai, segurança.

Amor e guerra. Pais e filhos. Dono e escravo. Submissão e poder. Mitos gregos. Titãs. Irmãos e irmãs. INRI. Cavalo de Tróia. De que forma fazem a guerra. É Verdade ou só aparência?

Um guerreiro não nasce, se faz. O que traz a guerra? O que gera? Os guerreiros estão treinados para não morrer. O que acontece quando um indivíduo se beneficia com a guerra? A figura feminina. As mulheres são as que mais morrem. O que acontece qdo a guerra faz parte do dia a dia.

O exército é a maquinária para instaurar o poder,  o terror. Os bárbaros.

Guerra vai adquirindo tecnologia.

O altruísmo na guerra – Robin Hood, meninos da Vila Iolanda.

Guerras púnicas – religião como arma de controle social. Lavagem cerebral. Paganismo. A cruz e a espada. Inquisição. Portugal não teve inquisição somente frança e espanha. Temor a Deus. Exército de Deus (legionários). Culturas submetidas pela igreja. Quinua – controle pela comida e cultura. Satanização e demonização. Casa grande e senzala. Seis reis – grupo que explica os mitos fundacionais e como criam culturas. El espírito de la era refultado. Grupo mexicano Nuestra morte. Filme O nome da rosa. Proibição. Do riso, da comédia, do que se faz pensar, sorrindo.

Igrejas construídas pelo grande capital. 131 corporações que dominam o mundo.

1° Guerra Mundial. Bolcheviques. Revolução Industrial. Uma guerra silenciosa que empobrece aos homens e dá nascimento ao capitalismo. CapitalismoXSocialismo. Luta pelo poder. O anticomunismoXanticapitalismo. Materialização disso na 2ª guerra mundial.

AL: EUA põem ditadores, patrocinam isso tbm na África e Ásia.

Relação da estética: homens bonitos que vão morrer. Relação das armas de guerra com animais.

Marco lógico. Estratégias de guerra para desenvolvimento social. Controle de natalidade. Êxodo rural. Desenvolvimento das cidades.

Nascimento das esquerdas na AL. Segue receitas dadas pelo Banco Mundial. Corrupção.

Brecht: ABC da Guerra.

Canções de Guerra: o que cantam os soldados? Ofensas. Estética na guerra. Quem está por trás disso?

Falar da guerra é muito complexo: a plástica, a cor, forma, composição cênica, musicalidade, os atores armados, estratégia, teatro das operações – onde se realiza a guerra. utilizam-se da Arte para maquiar o horror da guerra e sua violência.

Do guerreiro místico, espiritual, maia ao guerreiro encouraçado, libélula, tartaruga. Os trajes.

Na modernidade, quem morre são os homens. Os edifícios permanecem intactados e os carros também. Plano Condor.

Teoria da libertação. Paulo Freire, Leonardo Boff, Augusto Boal, o que o teatro tem capacidade de fazer? O teatro joga com a realidade, conta histórias. Como fazer uma obra potente mas que não incite a tomada de poder pelas armas. Temos de trabalhar para desmanchar a guerra. Artistas e intelectuais brasileiros são muito importantes para a AL.

EUA trabalha para que aceitemos suas armas. Os 131 são os deuses do Olimpo.

Guerra, guerrilha e os narcotraficantes.

Guerra do petróleo, o ouro negro. Década de 90.

Guerra da economia. O BRICS. Dolarização da economia.

Guerra das classes econômicas. Máfias. Controle da comida, gás. O que entra e sai.

Neoliberalismo, niilismo, individualismo. Guerras não contadas. Asfixia pelo sistema financeiro. Todas as igrejas evangélicas são fruto disso. Controle da mente pelo culto.

Só podemos acabar com a Guerra, se soubermos quem é o inimigo.

Patenteação de alimentos pela Monsanto. Suas sementes só dão frutos uma vez. Tratado de livre comércio. Guerra das patentes.Guerra pelas terras. Segurança alimentar.

Filme Memória del Zanqueo.

Guerra da água.

Estereotipação da guerra: Tropa de elite.

Privatização da vida.

Comunicação. Silicone. Fama.

Espetacularização da vida. Show da fé. Sociedade panóptica .

Quer saber mais sobre Jorge Blandón e a Corporación Cultural Nuestra Gente?
Então acesse: http://www.nuestragente.com.co

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