HISTÓRIA

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Formado em 2007, o Núcleo Teatral Filhos da Dita é resultado do processo artístico iniciado pelo Grupo Pombas Urbanas no bairro Cidade Tiradentes, extremo leste da capital paulista. À partir das oficinas de teatro iniciadas em 2004 no Centro Cultural Arte em Construção, espaço artístico comunitário e que hoje se tornou a sede de 04 coletivos artísticos, Pombas Urbanas, Filhos da Dita, Aos Quatro Ventos e Palombar, iniciamos nossa trajetória artística. Atualmente contamos com dois espetáculos em nosso repertório, A Guerra (2013) e Os Tronconenses (2008), além das intervenções artísticas O Baú das Histórias (2010) e A Macaca Tá Certa (2006) e da participação na montagem multicultural El Quijote (2009) no marco da fundação da Rede Latino Americana de Teatro em Comunidade. Além de uma produção e pesquisa artística continuada, o grupo desenvolveu conhecimentos específicos em áreas como comunicação, produção, elaboração de projetos e administração, através de seu envolvimento com os projetos e ações desenvolvidos no Instituto Pombas Urbanas, o que possibilita sua permanência enquanto coletivo artístico jovem periférico. Dentre seus principais trabalhos realizados, estão a elaboração, produção e administração de projetos como o 5° Encontro Comunitário de Teatro Jovem da cidade de São Paulo (2013), Mostra de Produção Cultural Cidade Tiradentes faz Arte (2012), Arte em Construção – Semeando Asas na Comunidade (2010), Montagem multicultural latino americana El Quijote (2009) junto ao Instituto Pombas Urbanas e Proposta Colaborativa (2013), Nossa Teoria é a Prática (2011) e Rede Livre Leste junto a outros coletivos culturais da zona leste de São Paulo. Também recebemos prêmios pela nossa atuação artística e política no bairro, foram eles Prêmio I’am Anhembi Morumbi (2011) e Prêmio Histórias de Pontos (2009). Nesse mesmo ano realizamos temporada do espetáculo Os Tronconenses em parceria com escolas da rede pública do bairro Cidade Tiradentes para mais de 2.000 jovens. Tivemos a oportunidade de participarmos, apresentando nosso espetáculo Os Tronconenses e também realizando oficinas em importantes festivais de arte educação e teatro em comunidade, como VII Congresso Internacional de Drama/Teatro e Educação – IDEA (2010) em Belém – Pará , II Congresso Iberoamericano de Cultura, realizado pelo MINC e SESC – SP (2009), o Encuentro Distrital de Teatro de Bogotá (2010), realizado pela Red Colombiana de Teatro em Comunidad e Teatro La Candelaria, onde pudemos conhecer o Mestre do Teatro Latino americano, Santiago Garcia. Nessa mesma época, participamos, com apoio do edital de passagens do Ministério da Cultura, do XV Encuentro Nacional Comunitario de Teatro Joven, realizado pela Corporación Cultural Nuestra Gente (Medellín, Colômbia). Nos anos de 2006 e 2007, ainda como Núcleo Jovem, recebemos apoio do Programa de Valorização de Iniciativas Culturais (VAI) da Secretaria Municipal de Cultura para realizarmos o projeto Do fanzine ao teatro, do teatro ao fanzine, que foi base de pesquisa para nossa 1ª montagem teatral, Os Tronconenses. Essas são algumas das ações que potencializaram o grupo e proporcionaram que continuássemos caminhando coletiva e colaborativamente. Nos entremeios desse caldeirão de coisas, ainda realizamos muitas outras ações artísticas que não contaram com nenhum tipo de apoio financeiro. A mais recente, foi a realização da primeira temporada, estréia e montagem do espetáculo A Guerra. Todo esse processo só foi possível, porque contamos com o apoio de diversos parceiros que  disponibilizaram seu tempo e conhecimento para esse nosso sonho. Podemos citar aqui, os Grupos Pombas Urbanas, Kiwi Cia de Teatro, Artemanha e Arlequins, Oscar Castro, autor do texto A Guerra, Giovanni Di Ganzá, músico do bairro que trabalhou conosco na composição da trilha musical do espetáculo, Romualdo Freitas, ator do Grupo Tropa do Balacobaco, de Arcoverde – Pernambuco, que trabalhou corpo e danças populares, Áurea Karpor, atriz do Núcleo Cênico Projeto Bazar, que contribuiu na concepção da iluminação do espetáculo, Jorge Blandón da Corporación Cultural Nuestra Gente e Rodolfo Nome e Carolina Manzano, do Grupo Karukinka, Chile. Foram muitos companheiros, que, acreditando nesse sonho, viveram-o conosco.

Nosso processo de criação artística e de vivência, é totalmente coletivo, por isso em muitos momentos, o histórico do grupo se mescla com o histórico de seus integrantes. O próprio nome do grupo, surge como uma homenagem as mulheres de Cidade Tiradentes, nossas mães, tias, irmãs, avós que diariamente lutam para sustentar suas casas e suas famílias. São Ditas, “benditas e malditas“. E nós, Filhos da Dita, decidimos pelo Teatro como uma forma de existir e resistir no mundo.

A Guerra

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Três soldados parte para a guerra e, no caminho, esquecem quem é o inimigo.

A partir dessa constatação, o espetáculo apresenta cenas que revelam ao público o absurdo de guerras invisíveis vividas cotidianamente. Num campo de batalha que se transforma constantemente, atrizes e atores representam diversos personagens e situações que se interrelacionam, trazendo à tona um mundo onde a espetacularização da violência, impulsionada pelo desejo de poder, ganância e interesses privados, aliena e desumaniza o homem, separando-o da vida.

Os Tronconenses

Os Tronconenses

Os Tronconenses

“Os Tronconenses” conta a história dos habitantes de Troncone, uma cidadezinha imaginária, que poderia ser qualquer cidade brasileira. Através de brincadeiras num playground abandonado,crianças desta cidade representam situações vividas pelos adultos. O imaginário e o real se fundem revelando um mundo em crise, onde loucura e lucidez muitas vezes se confundem. O espetáculo resgata o Coro, muito utilizado no Teatro Grego. Dele saem e para ele retornam os personagens.

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